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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

As Folhas Mágicas da castanhola

Certamente a planta não é desconhecida sua. Esta planta é conhecida no Brasil por vários nomes comuns, de acordo com a região ela pode ser chamada de Amendoeira, Castanheira, Castanheira Portuguesa, Castanha da Índia, Castanhola, Sete Copas, Chapéu de Sol e possivelmente outros nomes. Ela foi introduzida no Brasil pelos Portugueses trazida da Índia no período de colonização do nosso país, adaptou-se perfeitamente aos diversos climas do nosso gigante e hoje se ninguém falar nada muita gente vai continuar pensando que ela é nativa, mas não é, é uma planta exótica. No exterior o nome mais comum é Indian almond leaves mas não é difícil ver a planta sendo chamada de folhas milagrosas ou folhas mágicas. 

Mas o que tem essa planta de especial? 
Esta planta é hoje em dia alvo de diversas pesquisas farmacêuticas, inclusive, um dos metabólitos presente em suas folhas já foi identificado como bactericida e fungicida entre outras possíveis aplicações, entre elas, contra o câncer. Ela é usada na medicina popular da Ásia a séculos e além disso é usada como tônico e coadjuvante no tratamento de peixes ornamentais, este segredo foi guardado por muito tempo pelos orientais e com o advento da internet essa informação finalmente vazou, embora pessoas mais informadas já tenham ciência do uso destas folhas no oriente aqui no Brasil ainda não se tem conhecimento, pelo menos não foram divulgados, da aplicação prática na criação e manutenção de peixes ornamentais. 

Quem conhece um pouquinho como é feita a criação de peixes na Ásia sabe que qualquer brasileiro se assustaria com a quantidade de peixes que são mantidos em tanques e viveiros, uma quantidade muito superior a qualquer média comumente conhecida e estabelecida entre nós. Ficamos imaginando que seria esperado um grande número de mortes e de problemas relacionados ao excesso de população em uma criação tão intensiva... mas não é o que ocorre, os asiáticos sempre assombraram os ocidentais com o volume de produção. Um dos segredos é a qualidade da água e é exatamente ai que a folha da Terminalia catappa entra. Na criação de peixes de corte, Tilápias por exemplo, a T. catappa é uma alternativa reconhecida ao uso de antibióticos. 

Entre as qualidades que hoje podem ser encontradas testemunhadas em sites e fóruns das mais variadas nacionalidades estão: 

* Estimulante da reprodução; 
* Alto poder antifúngico; 
* Alto poder antibactericida; 
* Alto poder antiparasiticida; 
* Intensificação das cores dos peixes; 
* Melhoria da saúde geral dos peixes; 
* Diminuição do PH; 
* Simula condições de águas escuras (Black Water). 


As folhas secas da Terminalia catappa são amplamente utilizadas por criadores de Bettas, Discos e demais peixes de água ácida principalmente, no entando é fácil encontrar referência de uso com diversas outras espécies como Rásboras, por exemplo. As folhas são usadas secas dentro do compartimento de filtragem, local de grande circulação de água na proporção de 1 folha para cada 15 galões, o que em litros dá 1 folha para cada 56L mais ou menos. Estas folhas hoje tem um forte comércio internacional sendo muito apreciadas por criadores de Killifishes e Discos europeus (principalmente Alemanha) e atualmente encontra um comércio em expansão entre os hobbystas americanos, que as tem adiquirido pela internet. Um saquinho contendo cerca de 10 folhas custam a bagatela de U$ 7,50 nos EUA. 

Com tantas qualidades e tantas referências positivas fico imaginando por que o Brasil que tem essa planta de norte a sul não há referências do seu uso ou experimentação... certamente espera-se que um grande site americano anuncie a venda para então a febre chegar até aqui. 

Por que não tentar? 

Se você ficou curioso a respeito acho que é totalmente válida uma experimentação, para os criadores de Betta acostumados a usar a folha de bananeira no tratamento de algumas infecções tem aí uma excelente oportunidade para experimentar. 

Para usar as folhas recomenda-se colhê-las ainda verdes e secá-las a sombra, isso evita que juntamente das folhas secas coletadas no chão sejam introduzidos no aquário agentes contaminantes que aproveitam a morte da folha para se instalar, obviamente o poder de defesa da folha é muito maior quando ela ainda está viçosa e saudável em seu galho. Após a coleta as folhas devem ser lavadas e dispostas para secagem, após a secagem basta dispô-las em local de grande circulação de água, neste caso os filtros. Vale lembrar que a folha, como mencionado acima, tingirá a água de uma coloração amarelada cor de chá, então se você não aprecia a coloração esteja avisado. 

Efeitos esperados
 

Espera-se que os peixes reajam exibindo todo seu vigor, tenha baixa suscetibilidade a infecções e tenham suas cores intensificadas, estes são os efeitos gerais associados ao uso das folhas. Na reprodução, é esperada diminuição e até ausência de ovos fungados (ovos brancos) bem como um aumento no número de alevinos sobreviventes aos primeiros dias. 

Modo de Uso 

Cada folha pode tratar até 56L (10G) de água. Simplesmente coloque a folha inteira no seu aquário ou qualquer recipiente com água e a deixe lá por pelo menos 5 dias ou até 10 dias para obter melhores resultados. A água irá gradualmente tornar-se cor de chá nos dias subsequentes, primeiro uma cor suave intensificando com o decorrer da aplicação. Se você tem um recipiente com menos de 56L pode-se aplicar as folhas em separado e ir diluindo a solução no recipiente que se quer tratar, mas pode-se ainda diminuir a proporção das folhas em relação ao conteúdo do recipiente. As folhas devem ser removidas após 10 dias de uso visto que todas as suas propriedades benéficas como o ácido taninico já foram liberadas no tanque. 

Para pequenos recipientes, como betteiras de criação, pode-se usar um recorte da folha de uns 3.5 a 7cm2 adicionado diretamente ao recipiente, deixando-o lá por pelo menos 3 dias ou cinco para melhores resultados. O tratamento da água com as folhas da Terminalia catappa diminuem a necessidade de trocas desses recipientes de várias em uma semana para uma por semana, mesmo assim não deve-se deixar de fazer trocas. 

Ficou curioso e vai tentar? Ótimo, observe o modo de preparação e uso citados acima e não deixe compartilhar os resultados. 



doenças mais comuns nos bettas

Embora o Betta seja um peixe resistente a doenças ele pode ser acometido por algumas moléstias comuns de aquário em conseqüência de má manutenção do mesmo ou de alimentação deficiente em que não suprimos todas as necessidades básicas dele.
Tenha sempre em mente que peixe que vive em ambiente estável, bem cuidado e possui uma boa alimentação raramente ficará doente.
Podemos dividir as doenças em:
  1. Géneticas  ou congênitas;
  2. Causadas por parasitas e fungos;
  3. Causadas por vírus e bactérias;
  4. Causadas por problemas na água.

a. Doenças genéticas ou congênitas:
São doenças que em que o peixe já nasce com elas, são alterações ou mutações às vezes graves, sua cura é praticamente impossível.
Normalmente surgem quando não tomamos cuidado em nossas reproduções, ou seja, não temos critérios ou seriedade nos cruzamentos, cruzando peixes muito próximos e até irmãos surgem assim os problemas de consangüinidade que resulta nos seguintes sintomas:
  • Peixes com vida curta;
  • Falta de nadadeiras ou nadadeiras torcidas;
  • Deformação na espinha dorsal;
  • Deformação da bexiga natatória, causando dificuldade no nado do peixe;
  • Tumores externos - pequenos caroços na pele do peixe que vão tomando todo o seu corpo até a morte;
  • Tumores internos - o peixe apresenta alterações no seu metabolismo;
  • Alterações de cor;
  • Esterilidade - o peixe não se reproduz;
  • Nascimento de peixes siameses - peixes unidos pelo ventre, cabeça, etc.

b. Doenças causadas por parasitas e fungos (sintomas e tratamento):
Achyla ou Saprolegnia: Fungos, manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão. Deve ser tratada com um bom fungicida comercial ou ainda verde de malaquita na proporção de 2 gotas para cada 4 litros de água. Em casos mais difíceis pode-se usar também Tripaflavina (50 mg/20 litros) por 2 ou 3 dias.
Oodinium pillularis: Parasita muito perigoso. Pode devastar um aquário em poucas horas. O primeiro sintoma é falta de apetite, depois a respiração torna-se ofegante (asfixia), os peixes vão à superfície, ficam desequilibrados. Pode haver nas escamas um brilho fraco, como veludo. Use um bom fungicida, parasiticida ou oodinicida comercial, ou então, Aureomicina (15 mg/1 litro) durante 4 dias.
Costia: Falta de apetite, manchas esbranquiçadas, ramificações vermelhas nas nadadeiras. Fungicida e parasiticida comercial ou Tripanoflavina (1 g/100 litros).
Ictio: É a doença mais comum. Pequenos pontos brancos nas nadadeiras ou em todo o corpo, nadadeiras fechadas - os peixes costumam se esfregar no cascalho ou nas pedras. Parasiticida comercial ou verde de malaquita (1 g/25 litros), ou azul de metileno (5 gotas/10 litros), ou ainda sal grosso (1 colher de chá para cada 4 litros). Atente para o fato de que este tratamento deve ser seguido de elevação da temperatura para 28/29 °C.

c. Doenças causadas por bactérias e vírus:
Nadadeiras roídas: Pode ter várias causas geralmente são bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e se desfazem. O pH ácido favorece o seu aparecimento, neste caso, antes de iniciar o tratamento corrija o pH (elevando-o). Em seguida use um bactericida comercial ou azul de metileno a 5%. Em casos mais graves pode se usar também Tripaflavina (1 g/100 litros) ou Aureomicina (10 mg/1 litro), por 2 ou 3 dias, ou ainda, Tetraciclina (50 mg/2 litros), durante 7 dias, trocando a água e o medicamento, mantendo o "aquário-hospital" em local escuro.
Fungos na boca: Grossa camada de fungos na boca parecida com algodão. O fungo pode estar associado a bactérias que se localizam em ferimentos. Fungicida e bactericida comercial ou o mesmo procedimento do tratamento para fungos acima.
Dactylogyrus ou Gyrodactylus: Falta de apetite, inflamação e inchaço nas brânquias, turvação dos olhos, respiração ofegante. Parasiticida comercial especifico para esta doença ou azul de metileno (3 ml de solução a 1% para 10 litros).
Hidropsia (ventre volumoso): É causada por bactérias que atacam os órgãos internos paralisando-os. Os peixes ficam barrigudos e com as escamas eriçadas. Pode ser incurável. Bactericida comercial potente ou 250 mg de Aureomicina para cada 20 litros ou ainda 50 mg de Tetraciclina para cada 2 litros por 7 dias com trocas diárias de água e medicamento e manter o "aquário-hospital" em local escuro.
Tuberculose ou Barriga seca: O peixe fica magro, com o ventre retraído. Pode ser causada por alimentação de má qualidade e pouco variada. O estado de debilidade do peixe pode tornar a cura difícil bactericida comercial potente ou estreptomicina.Raramente tem cura.
Olhos inchados (Pop-Eye): Pode ser causado por bactérias (tuberculose, hidropsia), por fungos (Ichthyosporidium) ou. por vermes. O sintoma é seus olhos inchados. Paraciticida e bactericida.
Buraco na cabeça (Hole-in-Head): Doença dos acarás. Ataca os órgãos internos, causando danos que podem ser irreversíveis. Falta de apetite. Na fase final aparecem inchações e perfurações na cabeça e no corpo. Não é muito contagiosa usar bactericida.

d. Doenças causadas por problema na água:
Água muito ácida: Nadadeiras fechadas, escamas eriçadas, natação irregular, tremores. Elevar o pH com alcalinizante.
Água muito alcalina: Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junto à superfície. Pode haver perda de escamas. Diminuir o pH com acidificante.
Bem acho que deu para pegar uma boa ajuda, espero que tenham sorte e consigam salvar seus peixes com isto.
Boa Sorte!

Doenças - Lepidortose

Agente etiológico:Vibrio angularis 

Fisiopatologia: Ataca peixes tropicais. Causa perda de escamas por todo o corpo e mais no dorso, movimentos cada vez mais lentos, respiração acelerada e paralisação da cauda. O peixe fica na superfície, perdendo a noção de fuga e morre em mais de 80% dos casos, quando não há tratamento. Os peixes sadios são portadores. A transmissão é direta ou indireta, pela água contaminada. Dura de 3 a 4 semanas.

Tratamento:
a) Aureomicina 50 mg/litro de água em banhos por 4 dias.
b) Cloromicetina 10 mg/litro de água.
Imagens:

Doenças - Girodactilose

Agente etiológico: Gyrodactylus sp.
Fisiopatologia: Verme cego de 0,5 a 0,8 mm de comprimento, que tem uma ventosa na boca e um gancho na cauda, pelo qual se fixa no peixe. Este vai ficando cada vez mais pálido, a pele produz mais mucosidade e com manchas ou pontos hemorrágicos também nas nadadeiras. Mesmo quando as guelras não são afetadas, há respiração acelerada. O peixe fica triste, cansado, com os movimentos cada vez mais lentos, permanece na superfície e morre.

Tratamento:
 a) Formalina 40% 2 ml/10 L de água em banho de 30 min (o parasita morre em menos de 20 min) .
b) Boa aeração durante o banho.
c) Azul de metileno 5% 1 gota /litro de água.
d) Sal comum 10 a 15 g / litro de água em banho de 20 min.
Imagens:

Doenças - Ictiofonose

Agente etiológico: Ichthyophonus hofer
Fisiopatologia: Transmite-se por esporos, através de alimentos contaminados. Esse germe se desenvolve no estômago e intestinos, sendo eliminados pelas fezes. Alguns perfuram a parede do intestino e são levados pelo sangue para diversos órgãos como o coração e fígado, onde ficam sob a forma de pequenos nódulos pardos ou pretos. Quando eles se rompem, os órgãos são atacados e o peixe morre. Ela só aparece quando o parasita é levado por alimentos, materiais ou peixes contaminados, mas as más condições da água facilitam sua difusão. Os peixes a transmitem uns aos outros através de feridas e abscessos ou pela ingestão de peixes mortos por ela.
No estômago, o quisto se rompe, soltando as larvas infestantes.
Os primeiros sintomas são difíceis de serem identificados pois são muito variados. Podem ocorrer perda de apetite, entorpecimento , exoftalmia e nadadeiras dobradas.O peixe fica escondido a maior parte do tempo.Apresenta instabilidade para nadar e movimentos estranhos. Fica no fundo, com a barriga inchada.Pele e escamas ficam como que vidradas. O peixe vira sobre o seu eixo e fica balançando.Formam-se às vezes, placas ou ulcerações na pele.Emagrecimento. Pele desbotada. As nadadeiras perdem pedaços. Boca sempre aberta. O doente às vezes só morre após 6 meses.


Tratamento: O peixe deve ser sacrificado. Não há cura.

Doenças - Tricodiníase

Agente etiológico: Trichodina domergue


Fisiopatologia: Cilióforo (protozoário provido de cílios), muito comum nos aquários, que só ataca os peixes quando eles se encontram em precárias condições de saúde, portanto quando debilitados.Causa extrema irritação e coceira , produzindo hiperemia pelo ato de se coçar.

Tratamento:
 a) Banho de tripaflavina : 10 mg/litro de água/ 24 horas (com esta medicação,o parasita morre em 10 horas).
b) Elevar a temperatura da água para 28ºC.
c) Tratar as causas que levaram à debilidade (stress,deficiência na alimentação,água com parâmetros inadequados , etc).
Imagens:

Doenças - Furunculose

Agente etiológico: Aeromonas salmonicida
Fisiopatologia: Doença de caráter infeccioso. As úlceras aparecem nas zonas mais ricas em vasos capilares. O agente etiológico causador é uma bactéria gram-negativa, imóvel e não produtora de esporos que, inserindo-se no peixe destrói o tecido em redor do ponto de infecção. No início, surgem manchas vermelhas, dando a impressão de ferimentos, depois há o aparecimento de bolhas de pus e sangue. A seguir, essas bolhas se abrem, havendo formação de úlceras (o pus libertado pode contaminar os outros peixes). A sintomatologia apresenta também escaras do tipo ulceroso no corpo dos peixes, iniciando-se, geralmente, no pedúnculo caudal, podendo, no entanto, ter início em outras partes do corpo.

Tratamento:
 a) Terramicina 500 mg /50 L de água por 24 horas, repetindo-se o banho dentro de 5 dias,até controlar.


Doenças - Dactilogirose (Flukes)

Agente etiológico: Dactylogirus sp


Fisiopatologia: Verme parasita de 4 olhos e 2 trombas ligadas às glândulas que secretam um líquido irritante. Típico das guelras, é mais perigoso que o Gyrodactylus. O peixe boqueja, suas guelras aumentam, ficam pálidas, salientes e com as bordas engrossadas, forçando os opérculos a ficarem entreabertos.O parasita se fixa no peixe por meio de um disco especial e introduz sua tromba para sugar sangue. Reproduz-se por ovos. Pouco comum nos aquários de peixes ornamentais. Quando a infestação é grande, pode haver destruição do tecido branquial e ruptura de vasos, com a morte por asfixia ou hemorragia.

Tratamento:
 a) Azul metileno 2 mg /litro de água + Formalina (40%) 2 ml /10 L de água ( banhos de 30 a 45 min) retirando o peixe,logo que apresente sinais de angústia.
b) Usar aeração durante o tratamento. Após 3 dias, trocar metade da água.
c) Banho de sal comum, 10 a 15 g /litro de água.

Doenças - Quilodonelose

Agente etiológico: Chilodonella cypprini Moroff
Fisiopatologia: O agente mede cerca de 60 micra de comprimento por 45 micra de largura. Sua forma é oval. Este parasita ciliado, que produz opacidade branco-azulada, parece alimentar-se de células epidérmicas destruídas e de células do epitélio branquial dos peixes. Os indivíduos infestados nadam e respiram com dificuldade, roçando-se contra o fundo de areia a fim de livrar-se dos parasitos. Este parasito se transmite por contágio direto de peixe a peixe. Se o peixe morre, a Chilodonella abandona-o rapidamente. Este ciliado parasita pele e tecidos, portanto é um ectoparasito puro, sendo considerado parasita da debilidade. Sua multiplicação é imensa e ataca somente peixes debilitados.

Tratamento:
a) Banho de tripaflavina por 24 horas (com esta medicação, o parasita morre em 10 horas).
b) Elevar a temperatura da água para 28ºC.
Imagens:


Doenças - Chondrococcus (Limo dos peixes)

Agente etiológico: Chondrococcus columnaris
Fisiopatologia: Aparecimento no corpo de uma crosta aparentando limo ou mofo, por vezes atacando também a boca. Peixes habituados a água de temperatura relativamente baixa, quando transferidos para águas de temperatura mais alta são suscetíveis à doença. Além da formação de uma espécie de limo no corpo do peixe,manchas branco-azuladas se fazem presentes. Nesta fase a nadadeira caudal aparece carcomida, bem como as demais. O peixe perde seus movimentos, boqueja e morre ao cabo de alguns dias, se não for convenientemente tratado. Em algumas espécies há o aparecimento do anel hiperêmico( superabundância de sangue) na cauda e às vezes ao redor dos olhos. Os tremores característicos aparecem antes da doença estar em último estágio. A doença geralmente tem início numa ferida. Assim, peixes transportados ou colocados em recipientes pequenos e inadequados têm maiores probabilidades de adquirir a doença. Os que são retirados em redes ásperas, geralmente, apresentam feridas na boca e descamação no corpo, estando nestes casos sujeitos à doença.

Tratamento:
 a) Terramicina 500 mg /40-50 litros de água, em banho de 24 a 48 horas.
b)Tripaflavina 2 mg /25 L de água em banhos de 24 horas
Imagens:


Doenças - Podridão das Nadadeiras

Agente etiológico: A colonização original geralmente é produzida por Pseudomonas fluorescens e Aeromonas liquefasciens ,seguidas por Mycobacterium sp. e Myxobacterias do gênero Cytophaga columnaris e outras. Os tecidos necróticos servirão de meio de cultura para fungos dos gêneros Saprolegnia e Achyla que também favorecem a perda das mesmas.
Fisiopatologia: Quando a colonização destrói a nadadeira e se localiza no pedúnculo caudal , a doença se torna muito difícil de regredir ocorrendo invasão da corrente sanguínea e septicemia.
Tratamento: a) Oxitetraciclina (Terramicina) 500 mg/ 50 litros de água, renovando-se 1/3 da
água a cada 24 horas durante cinco dias.
b) Pincelar as nadadeiras com Iodo-Povidine ou com pomada de Neomicina
c) Aumentar a temperatura do aquário para 30ºC.


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