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domingo, 1 de janeiro de 2012

Apresentação da espécie

Betta splendens, Peixe-de-Briga (Brasil), Combatente ou Peixe Lutador (Portugal), Pez Luchador de Siam (Espanha), Kampffisch (Alemanha), Siamese Fighting Fish (EUA), ou simplesmente Betta, é um peixe originário da bacia do rio Mekong, na península Malaia (China, Mianmar, Laos, Camboja, Vietnã e Tailândia), sudeste Asiático.
O nome Betta teve origem numa tribo guerreira nativa do Sião, os "Ikan Bettah", e o splendens tem sua origem no latin, splendore.
Em 1849, Cantor foi o primeiro a descrever o peixe cientificamente, como Macropodus pugnax, mas em 1909 o ictiologista americano Tate Regan percebe que já havia espécie com esse nome e a rebatiza com o nome atual, Betta splendens.
Entre os peixes ornamentais de água doce, os Betta splendens são considerados os mais bonitos. Na forma selvagem, são bem diferentes, possuem cauda curta e cores opacas.
Em 1896, ocorre a primeira introdução desse peixe no aquarismo da Alemanha e em 1910, nos EUA. Desde então, cruzamentos sucessivos buscando selecionar certas cores e formas fizeram surgir inúmeras variedades linhagens.
Seu habitat natural é em charcos e plantações de arroz (águas de pouca ou nenhuma correnteza, com baixos níveis de oxigênio) e sua alimentação é basicamente de mosquitos, larvas e vermes, encontrados em abundância nesses locais.
Este peixe tem a particularidade de respirar o ar atmosférico, graças a órgãos chamados de labirintos, que fazem com que o ar passe bem próximo da corrente sangüínea dele, proporcionando a troca de oxigênio com o sangue por meio de difusão.
Durante a época de reprodução os machos defendem seu território formado em redor de um "ninho-bolha", que eles próprios constroem e mantêm. As fêmeas visitam os machos que as cortejam até estas libertarem os ovos. Em seguida e após a fertilização, os machos colocam os ovos no ninho e expulsam as fêmeas do território.
Em geral as fêmeas são pacíficas, e os machos só são agressivos com outros machos da mesma espécie (freqüentemente lutando até a morte). É um peixe muito resistente.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino:
Animalia
Filo:
Chordata
Subfilo:
Vertebrata
Superclasse:
Osteichthyes
Classe:
Actinopterygii
Subclasse:
Neopterygii
Infraclasse:
Teleostei
Superordem:
Acanthopterygii
Ordem:
Perciformes
Subordem:
Anabantoidei
Família:
Osphronemidae
Gênero:
Betta
Espécie:
Betta splendens


Genética do betta crowntail

Genética: crowntail (CT)
Aqui os raios da cauda se estendem além da borda da cauda, ​​produzindo uma aparência semelhante a uma coroa. Quanto os raios podem estender-se depende muito da composição genética do peixe. O traço crowntail pode ser encontrado em bettas com qualquer tipo de cauda e forma. Por exemplo pode ser visto no VT, D, SD, HM (CTHM = half-sun) e DT. O gene intermediário crowntail é herdado. Isto significa que os bettas que tem o gene crowntail na maioria das vezes já apresentam raios mais ou menos prolongados para além da borda da cauda.
Image
Black copper CT male 
Image
Blue mask CT male 
Image
Multi cambodian halfsun male 
crowntail genética
Um betta normal singletail é representada por: CTCT
Um betta crowntail é homozigoto para o gene crowntail (CT) e é representado por:ctct
Um betta singletail que é portador do gene crowntail é então representado por: CTct



Crowntail x normal 
Image
100% crowntail-geno (CTct) 


Crowntail-geno x crowntail-geno 
Image
25% crowntail (ctct) 
50% crowntail-geno (CTct) 
25% normal (CTCT) 



Crowntail x crowntail 
Image
100% crowntail (ctct) 


Crowntail-geno x crowntail 
Image
50% crowntail (ctct) 
50% crowntail-geno (CTct) 



Fonte:http://www.bettaterritory.nl
Tradução: http://carlosbettasrn.blogspot.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

bettas splendens brancos

bettas splendens brancos
Em linhas gerais, existem dois grupos de brancos bem distintos: os opacos (WO = White Opaque), e os brilhantes (WP = White Platinum).
White Opaque
White Platinum
White Opaque
White Platinum
O que os diferencia é a quantidade de fator opaco (que tem um gene responsável por essa graduação) presente no genótipo do betta. O opaco nada mais é que um "empoeiramento branco acinzentado" sobre qualquer cor. Nos dá a impressão que se jogou talco sobre a cor do betta (inclusive nas das nadadeiras).
Dessa forma podemos ter vermelhos opacos, azuis opacos, amarelos opacos, etc, etc.
Esse gene é co-dominante, o que significa que ele atua de maneira gradual - desde zero, teoricamente, o branco platinum puro, que seria o branco fortemente brilhante, que apresenta um manto (ou camada) metálico por todo o corpo, até 100% de opaco, teoricamente, o branco opaco. Nesse intervalo você verá brancos, os mais diversos.
Voltando aos brancos - mas esse cuidado se aplica a qualquer cor - é se definir o que se deseja, e somente cruzar WP com WP e WO com WO, de tal modo, a não se ter "brancos" com pequenas falhas no manto brilhante, com escamas com pouco brilho, ou o inverso, o manto opaco com algumas escamas brilhantes. Isso não é o desejável.
Mas, qualquer que seja a sua opção, de tempos em tempos, deve-se cruzar o branco com Steel Blue, senão eles começarão a "cambojizar", ou seja, a perder a camada perolada (seja ela brilhante ou não) do corpo, e apresentar uma cor rosada e sem brilho (que é característico dos bettas cambojas - ou cambodia).
White tendendo aocamboja azulado claro
Outros detalhes:
  1. É desejável que as nadadeiras dos White (sejam eles platinum ou Opaque) não sejam transparentes. O melhor é quando elas apresentem "peso" nas nadadeiras, parecendo uma cortina perolada.
  2. Alguns brancos apresentam diferentes tons em seus perolados, podendo ser azulado, rosado, esverdeado, acinzentado ou furta-cor (uma mistura de todos eles).
O tom rosado pode ser causado pela "sujeira" avermelhada devido à ingestão de alimentos ricos em carotenóides (que forçam o tom avermelhado). Para os brancos deve-se evitar dar alimentos contendo esses elementos.
De qualquer modo, da mesma forma que não se deve misturar WP com WO, também deve-se evitar misturar "brancos" de diferente coloração do perolado.
O que atrapalha esse trabalho apurado é que os brancos só apresentarão as suas definições de perolado e/ou presença de impurezas sobre as nadadeiras quando forem grandes e mais velhos.
Como começamos a cruzar os bettas, mais ou menos, com 5 meses de idade (alguns ainda nem estão com sua plenitude de tamanho), muitos deles não apresentarão uma definição na cor do perolado, e muito menos ainda, a presença de "sujeiras" (manchas ou estrias) sobre as nadadeiras, coisa que só acontece mais tarde. Aí, já fizemos os cruzamentos e a gente quer se matar quando se constata mais tarde que se fez a escolha errada.
Na verdade, os "brancos" são azuis aços (ou Steel Blue) muito claros, empoeirados. Conforme falei no início, os azuis aços - podem apresentar brilho ou não.
Desse modo, se estiver apurando um WP, escolha um betta Steel Blue que apresente forte iridescência. Se estiver na linha do WO, escolha um Steel Blue sem iridescência. Mas, em quaisquer dos casos, os Steel Blue não deverão apresentar qualquer traço de vermelho.
Steel Blue c/ forte iridescência
Steel Blue s/ iridescência
Steel Blue c/ forte iridescência
Steel Blue s/ iridescência



Vitor Calil Chevitarese
vitorchevitarese@gmail.com
Aquarista hobbysta desde 1963, apaixonado pelo Betta e sua genética, com ênfase na disseminação da idéia de preservar, manter e aprimorar as linhagens existentes. Consultor do CEA - Centro de Estudos para Aquariofilia, para assuntos ligados aos Bettas splendens e membro da AQUORIO.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Historia e o desenvolvimento das caudas

Vou tentar em poucas palavras e resumindo um pouco toda a informação que tenho (e na verdade que não é pouca) procurado e estudado na nossa bem amada internet, fazer uma pequena introdução do que é hoje o esbelto betta splendns.

Há uns 150 anos atrás na região do Sião que actualmente são países como a Tailândia, Indonésia e Malásia, o habitante local criava Bettas, capturando-os nas águas rasas e pantanosas, plantações de arroz, valas, lagoas. Faziam-no com o intuito de promover lutas entre os machos, aproveitando o instinto agressivo dos mesmos. 

Em aquele tempo os Bettas eram muito mais pequenos e com cores pouco interessantes. Suas barbatanas eram bastante curtas mas o suficiente fortes para os tornar bons nadadores e bastante versáteis. 
Esses peixes eram muito populares, tanto assim que o Rei do Sião chegou a licenciar a recolha de bettas na natureza com o único objectivo de produzir bons lutadores. 

Em 1840, o rei do Sião deu diversos de seus bettas de luta a um médico chamado Dr.Theodor Cantor: (1809 - 1860)que foi um médico Dinamarquês, zoologista e botânico.
Trabalhou para a British East India Company. Fez colecções naturais de história em Penang e Malacca e sendo o autor de vários livros como:

Notes respecting some Indian fishes (1839)
General features of Chusan (1842)
Catalogue of Malayan fishes (1850)

Muito pouco tempo depois foram introduzidos os primeiros exemplares na Alemanha em 1896. E passados 13 anos já em 1909, foi mudado o nome para outro, quando o Sr. Tate Regan indicou que já existia uma espécie chamada com o nome de "Macropodus Pugnax". Regan então resolveu voltar a baptizar dando o nome que hoje conhecemos por Betta Splendens.
E porque o nome betta splendens? Na altura Existia uma tribo de fortes guerreiros e caçadores chamados de ikan Bettah. E de ali fica a relação do nome em que traduzido ficariam chamados o Guerreiro Esplêndido

Agora todas estas tão comuns formas de bettas splendens que conhecemos, sabemos que foram derivadas do nosso conhecido betta selvagem e de barbatanas curtas (plakat).
Durante todos estes anos a criação dos betta selvagem foi segurada pelas pessoas em Tailândia. O tailandês criou bettas lutadores retirados do estado selvagem e os objectivos principais eram desenvolver sua natureza lutadora, força, tamanho, estilo de luta e cor. Tornava-se assim o modelo para a próxima geração de bettas lutadores.

Porque a selecção natural não estava aqui presente, e depois de muitas gerações de criação surgiu o betta com um dorsal levemente mais longo e barbatanas caudal um pouco maiores. Estes peixes não foram nada desejados pelos criadores de lutadores por serem menos agressivos e não podia manobra tão rápido como os seus progenitores.

Esses betta com barbatanas mais longas, agora só eram criado pela sua beleza. Provavelmente esta forma já foi estabelecida quando os europeus e americanos vieram a Sudeste Ásia em grandes números. Ao redor de 1960 criadores da Índia conseguiram criar um bettas com duas caudas, o “doubeltail” ou cauda dupla que assim o conhecemos hoje. Uma característica típica destes peixes é a barbatana dorsal ampla extrema e o comprimento de corpo levemente mais curto. Provavelmente quiseram aproveitar esta última característica e os cruzar com bettas normal de cauda simples. Os criadores notaram que com o cruzamento de estes obtiveram bons resultados, tanto na forma melhorada da cauda e dorsal largo.
Lentamente o aquárismo tornou-se mais popular em Europa e América, a Ásia respondeu a isto e começa a criar em larga escala bettas com características parecidas com estes, em relação as formas das caudas e de dorso largo ate terem grandes criadeiros só para a reprodução de bettas. A partir de esse momento os aquáriofilistas Europeu e Americanos começam a seleccionar estes peixes para obter e melhorar certas características nos peixes que recebiam de países asiáticos.

Em 1960 um criador Americano, Warren Young, prosperou na criação um betta com barbatanas bastante longas, Warren chamou estes bettas "Libby-bettas" Libby por ser o nome da esposa. Estes peixes começaram a ser vendidos a criadores de todo o mundo e também para alguns criadeiros em Ásia. E foi assim com este desenvolvimento todo que levou ao agora tão familiar e conhecido “cauda de véu”.
Por volta do mesmo tempo um criador alemão o Dr.Eduard Schmidt-Focke criou também o primeiro betta com a característica da cauda em forma de triangulo simétrico o “deltatail” ou cauda delta.

Em 1967 nos Estados Unidos da América é fundado o IBC (Betta Congress Internacional). O IBC teve o objectivo de criar um Betta com barbatanas simétricas amplas em vez de longas. Isto resultou em peixe com uma melhor capacidade de natação. Mas ainda levou muito tempo antes do outros tipos de caudas serem desenvolvidas que agora são tão familiares. Em 1980 uns bem conhecidos criadores de bettas Americanos, Peter Goettner e Paris Jones, desenvolveram o tipo de cauda de “superdelta” que eram bettas com barbatanas enormes. Em 1984, o francêsGuy Delaval importou progenitores destes peixes para a França. O Delaval seleccionou e criou estes ate obter um ângulo maior do caudal. Ate que em 1987 chegou a criar peixes com um 180 ângulo de graus de cauda. Rajiv Massilamoni compreendeu que Deleval fez o que chegou a ser pensado em ser impossível. Já que ate esses tempos só era possível criar bettas com um ângulo da cauda estendida não maior que 160 graus os “superdelta”.
Laurent Chenot e Rajiv Massilamoni começaram cooperar para manter e promover desenvolvem este tipo de cauda, tentaram criar estes peixes mas eram a muito difícil de obter, o macho não fazia o ninho ou também já não era capaz de abraçar a fêmea. Depois que muitas tentativas falhadas eles decidiram juntar diferentes linhagens de bettas, Chenot e Massilamoni eventualmente decidiram criar um peixe que teve uma mãe de origem Delaval e o pai era um macho de cauda dupla cor melano de uma linha Americana. Este peixe foi chamado R39, e era juntado a todas as fêmeas de Chenot e Massilamoni. Outra vez algum peixe apareceu com a cauda a 180graus de extensão.

O criador de betta Americano, Jeff Wilson chamou-os "halfmoons" ou Meia lua. Então começou a cooperar com Chenot e Massilamoni, e utilizando o método de endogamia (acasalamentos que se dão entre indivíduos aparentados) da linha Americana com aparência de halfmoon começaram a aparecer mais frequentemente nos descendentes.

Em 1993, Chenot, Massilamoni e Wilson mostraram seus peixes de halfmoon na exposição de IBC em Tampa Flórida sob o nome CHENMASWIL e ganhou o "Melhor de exposição". Isto era o começa de uma febre verdadeira de “halfmoon”.

A última década que outro tipo de cauda foi desenvolvido. Um criador Indonésio, Ahmad Yusuf, desenvolveu o “crowntail” ou cauda de coroa, neste tipo de cauda os raios estenderam-se ate ficarem fora das bordas da barbatana. E assim ficaram com as barbatanas com a aparência de pente.

Mas o desenvolvimento dos diversos tipos de caudas não para aqui. Os Betta entusiastas de todo o mundo sempre tentam de melhorar os vários tipos existente mas também combinar e/ou desenvolver (novo) tipos de caudas.

No “halfmoon” criando isto já levou ao desenvolvimento de peixe de halfmoon com diferentes números de raios como os de 4, 8 e 16 raio. Outro desenvolvimentos recentes em halfmoon criados são o “overhalfmoons” que tem uma cauda com um grau maior que 180º extensão e o “rosetails” que são caracterizados pelos cortes diagonais de cauda parecendo uma flor. Mas também outras combinações como “plakat de halfmoon”, “crowntail de halfmoon” são os famosos “halfsun” e plakat de crowntail também já visto muito em sites internacionais.

Variedade de cores nos bettas

Variedade de cores
Variedade de cores e distribuídas por grupos familiares.

Vou começar por colocar alguns nomes característicos que damos as diferentes mutações de cores existentes e também tentar mostrar através de pequenas figuras ilustradas uma pequena variedade de cores que podemos encontrar actualmente no mercado mundial.

As cores sólidas:

São indivíduos de cores bem acentuadas e definidas, que não demonstram nenhuma outra coloração no mesmo espécimen.


Ex.: Preto, laranja, verde, azul royal, púrpura, azul metálico, vermelha, branco, amarelo e outros.


Os bicolores:

São indivíduos que no seu padrão base contêm duas cores bases, mas sem nenhum outro tipo de mancha, seja no tronco ou qualquer uma das barbatanas.



Ex.: Azul/Amarelo, Azul/ Branco, Castanho/Amarelo, Vermelho/ Amarelo. Preto/ Amarelo e muitas outras.

As cores butterfly:

São indivíduos que no seu padrão base contêm duas ou mais cores, e porque estes já não são chamados de bicolores, pela existência de duas ou mais cores nas diferentes partes do betta, desde que estejam bem ordenadas.




Ex.: Deixem a vossa imaginação correr com todas as cores que possam imaginar.

As cores mármores e Cambodja:

São indivíduos que no seu padrão de cores podaram ser muito variados isto é, nas cores Cambodja na totalidade dos casos o tronco do betta tem sempre uma cor mais clara em relação as cores das barbatanas, podendo esta ser da mesma cor mas mais forte ou de uma outra. Os mármores penso que não haverá qualquer dúvida em perceber que trata-se de indivíduos com o corpo e as barbatanas de cores distribuídas pelas diferentes partes do corpo, sejam elas só duas ou mais cores.



Ex.: Nos da cor Cambodja podem ter das mais variadas cores e mais de duas desde que a cor do corpo do peixe seja sempre mais clara que o resto, Os Mármores têm uma infinidade de mutações que podem aparecer, mais uma vez vamos colocar a imaginação a trabalhar.


As cores com características especiais:

São indivíduos com cores, que do meu ponto de vista têm um grande esplendor e conseguem fazer com que ao olharmos para eles fique bastante difícil conseguir definir a cor, já que em muito dos casos tem um escamado muito brilhante o que os torna bastante atractivos

Em relação a estas cores penso que são aquelas que em este momento serão as mais difíceis de manusear, digo isto porque nem sempre quando juntamos um casal de bettas com o gene da cor Mustard por exemplo, nem sempre iremos ter crias com as mesmas características dos progenitores, muitas das vezes vão nascer mesmo pequenas percentagens de crias com as mesmas características.




Ex.: Copper Gold, Blue/yelow or black Mustard gas, Sunset Shine, Blue smoke, Red or blue Salamander, Gold/Red/black or blue dragon, black evil, Blue smoke, diferents fantasy colors e muitos outros mais que vao surgindo de novos cruzamentos.
(desculpem escrever os nomes em inglês mas a tradução para o português de estas cores do meu ponto de vista não iria ficar tão chique.)

Espero que com estas pequenas explicações do tipo de cores que existem, e o porque da família utilizada para a tal cor já esteja um bocadinho mais esclarecidas.
Publicada por Martinho Nóbrega Brazão em 1.11.07
Os diferentes tipos de Caudas
A cauda dos bettas é uma parte importante no corpo de este, devido ser esta a parte do seu corpo que quando do primeiro contacto visual, nos transmitirá o grupo familiar a que pertence.
Os diferentes tipos de caudas que actualmente existem não são muito, basicamente e em media fica dentro de oito tipos, sendo os mais conhecidos os seguintes:

Veiltail, VT (cauda de véu)


Esta cauda é caracterizada por serem em geral bastante longas e finas, e quando quer fazer uma demonstração de força aos seus adversários ou de vigor para as fêmeas, esta tem uma abertura maior na parte mais perto da base do tronco do que na extremidade deixando-a muito parecida a forma de um véu que esta a ser empurrado por uma ligeira brisa.

Double tail DT (cauda dupla)


Esta cauda podemos dizer que esta na origem de todos os diferentes tipos de caudas que hoje conhecemos. tem a característica de possuir uma cauda dividida em duas partes, regra geral a sua divisão é homogénea e existindo tanto curtas como longas, há alguns casos com caudas de lados diferentes tanto no tamanho no comprimento como na largura, sendo estes também considerados de dupla cauda.


Deltas DLT (cauda delta)

 Esta cauda é caracterizada por ter um tamanho bastante razoável e pela abertura em forma de leque, o que o deferência do cauda de véu, e quando o macho faz alguma demonstração de força, esta tem um ângulo de abertura entre os 30º aos 100º de ângulo.


Super delta Tail SDL (cauda super delta)

Cauda com as mesmas características da cauda delta, mas com a particularidade de ter uma abertura superior a esta, podendo ir de um ângulo mínimo de 100º ate os quase 180º. Muitas das vezes que vemos um destes exemplares bem desenvolvidos é bastante difícil de os diferenciar dos Halfmoon.




Crowntail CRT (cauda de coroa)

  
O betta com a cauda de coroa é facilmente reconhecida e diferenciada das outras, já que é caracterizada por ter em todas a barbatanas (ventrais, dorsal e peitoral) e cauda prolongamentos dos filamentos espinhosos, estas podem ser de vários tipos, como os raios duplos, triplos, múltiplos, desordenados, cruzados o Kingcrowntail, curtos e longos.




Plakat PKT (cauda curta)
Cauda com as características o mais próximo dos seus ancestrais, por ser bastante curta e arredondada, também a barbatana ventral tem um acabamento característico acabando na maioria em bico.
Ao longo dos tempos com poucas modificações, mas existindo já muitos de eles de cauda com bastante abertura, quase com ângulo de um HM (180º), e possuidores do gene halfmoon.



Halfmoon Plakat PKHM (cauda curta meia lua)
 
São bettas com barbatanas e cauda curta, bastante próximos do plakat comum, que ao longo dos tempos foi melhorando a sua forma em relação ao plakat; podendo ser diferenciados facilmente por vários pormenores que o exemplar apresente, o ângulo de abertura da cauda igual ou superior a 180º, barbatana dorsal e ventral de tamanho grande e homogéneas, em alguns o acabamento da barbatana ventral é mais arredondada que o plakat comum, mas sempre de tamanho superior que a cauda.
Existe hoje muita diversidade de cores, algumas de ela bastante exóticas, derivadas de cruzamentos feitos com exemplares escolhidos a pente por criadores de todo o mundo, mas principalmente asiáticos.
É de salientar também que este tipo de exemplar nos últimos anos, esta a ficar bastante popular por toda Europa existindo já criadores que estão a dedicar-se única e exclusivamente com esta estirpe de cauda.



Halfmoon HM (cauda meia lua)
Os Halfmoon ou cauda meia lua são chamados de esta maneira devido a abertura da cauda a quando quer fazer-se notar ser igual a 180º, sendo considerados por muitos dos amantes deste peixe como o máximo em beleza e harmonia, tanto pelas longas caudas e barbatanas que possui como pela sua amplitude de abertura no momento em que quer demonstrar a sua força, o seu tamanho, a beleza e estado de perfeita saúde em que se encontra.
Também em esta variedade de cauda encontramos uma diversidade de cores, que na maioria dos casos resulta da combinação de machos de cores sólidas com fêmeas de cores variadas, encontrando de esta maneira muitas cores mármore, butterflies e cores exóticas.
Também existe alguns exemplares com abertura da cauda superior a 180º, estes chamados de overhalfmoon.
Os peixes HM considerados em concursos como exemplares perfeitos e merecedores de prémios são aqueles que no contesto total as barbatanas dorsal e ventral têm o tamanho igual a cauda, formando no conjunto uma lua quase cheia.
Também é de salientar que quando cruzados dois exemplares de esta estirpe, todos eles vão possuir o gene HM, mas só uma parte dos rebentos que atingem a maturidade é que ficam com a cauda que lhes da o nome.

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